SOBRE O CAPÍTULO UM – PRIMEIRA PARTE


Originalmente, a história de “O Reino” iniciava com uma lembrança narrada a respeito do Campo de Batalha.


“TRAIÇÃO!” um grito teatral se ouvia logo no primeiro parágrafo do livro. Algo dramático, porém, sem conexão com o que realmente acontece quando uma pessoa de verdade sente a dor de ser enganado por quem ama.


Aquele menino de 16 anos tinha referências diferentes do rapaz de 30.


Aos aos 19 anos, escrevi a cena que inicia o “Capítulo Um” da edição final. Como se uma câmera enquadrasse o Castelo, ao longe, e fosse se aproximando. Inicialmente, vemos o dia nascendo, as árvores da Floresta, o pátio onde estão os Cavaleiros, a torre alta e, por fim, o jovem rei de cabelos ruivos a observar a movimentação, após uma noite em claro.


Dos 19 aos 30 anos, o “Capítulo Um” foi reescrito e relido muitas vezes. Kiev não se chamava Kiev, e não tinha as características atuais. Ele era um tipo de mordomo de luxo, com sotaque francês, perdido em um castelo medieval. O que nunca fez muito sentido pra mim. A princípio, eu não sabia se ele era uma boa pessoa. Inclusive, a pergunta que ele faz sobre a guerra realmente tinha uma segunda intenção. Porém, assim como os leitores, eu fui me identificando com Kiev conforme escrevia.


Para não contar nada que não deva sobre a história, me limito a dizer que Kiev (que se chamava Pármenas) ocupava o lugar de Casper e, inclusive, ia ao Campo de Batalha. Ainda bem que tudo mudou, pois o “Capítulo Sete” - o capítulo mais amado desse primeiro livro -, é protagonizado por ninguém menos do que o querido Kiev, que relembra momentos de sua infância conturbada.


Foi após escrever essas cenas que me senti à vontade para incluir o primeiro diálogo do livro, onde Nikolas e Kiev revelam o nível de sua relação de amizade. Kiev se mantém abaixo, como servo, enquanto Nikolas tenta romper os muros de formalidade entre eles.


Esse diálogo revela que Kiev havia se comprometido a não obedecer à risca todas as ordens de Nikolas. Essa decisão não é tomada por mal, mas por compreender que o rei nem sempre está certo quanto às suas decisões. Especialmente as tomadas com base em suas emoções.


Logo nessa primeira parte do “Capítulo Um”, temos menções a elementos importantes do quarto do rei. Elementos que se apresentam novamente (e dão sentido a) outras cenas posteriores. Então, fique atento enquanto lê.


Uma sugestão a quem termina a leitura completa pela primeira vez é: “Releia o Capítulo Um”. Você irá notar o quanto ele revela intrinsecamente.


Douglas Robberts.

03 de Setembro de 2021.



DOUGLAS ROBBERTS é escritor independente. Aos 16 anos de idade, recebeu a missão de trazer O REINO à vida. Após 14 anos construindo um mundo mágico, finalizou a escrita durante a Pandemia (2020) e iniciou o processo de auto publicação, enfrentando os desafios do mercado editorial. Para presentear leitores ávidos por atravessarem os portais de sua terra encantada, publicou “O líquido fumegante e borbulhante para polir a armadura do rei”, um Conto do Reino, disponível na Amazon (KU).


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